Wednesday, December 4, 2013

Que me vem são as mesmas das outras
Não sei mais o que dizer
Se esse vazio no fundo do peito é inexpressível
Eu não sei. Na verdade duvido.
A possibilidade de sintonização é sempre presente
Mas e dai que repito o que digo?
E dai que as palavras são as mesmas?
Se o que digo é sincero e digno
Se o que digo é da alma e do umbigo
Soa bem ao ouvido
E dai que repito o que digo?
Nada haver essa caminhada
Um cavalgada sem fim, sem fim
Uma luta constante
Quero viver e respirar
Quero me perguntar
Onde está? Sei lá
Meus olhos se fecham de uma resposta
De uma sonora volta
De uma frequência inteira
Que bate e revolta
Revolta o momento
Te deixa inquieto
Me diz o que quero! Não sei, não sei
Sei que já disse
Em outro sentindo
Talvez esse é o grito...
O gemido, o sorriso
O gozo da festa, da alma e da besta
Da carne a avessa e do espirito também
Dos sentidos
Norte e Sul, cima e baixo, centro nu

Essas palavras são comovidas de dentro
Jogadas ao vento, sem tempo

No comments:

Post a Comment